terça-feira, 16 de junho de 2020

MPSC denuncia 43 pessoas por organização criminosa e tráfico de drogas em Joaçaba


O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou à Justiça denúncia contra 43 pessoas envolvidas no tráfico de drogas na região do meio-oeste do Estado. Os crimes atribuídos aos denunciados foram apurados pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil em Joaçaba, na operação intitulada “Manus in Manu” que desarticulou uma facção criminosa que atuava na região. A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba na sexta-feira (12/6).

Dos 43 denunciados, 16 ocupavam posições de liderança na facção e outros 20 eram integrantes ativos do grupo criminoso. Destes, 32 estão presos, um está foragido e três respondem pelos crimes em liberdade. Os outros sete denunciados atuavam no tráfico de drogas na região e foram identificados no curso das investigações, sem participação ativa na organização. Dois deles respondem presos ao processo.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Promotor de Justiça Protásio Campos Neto, após a prisão de lideranças locais da facção em 2018, o grupo criminoso se reorganizou e retomou as atividades na região meio-oeste. Depois de seis meses de investigações, a Polícia Civil desencadeou em abril de 2020 a operação Manus in Manu, que desarticulou a organização.

As investigações demonstraram intensa atividade da célula da facção criminosa na região, que tinha no aplicativo whatsapp o principal meio de comunicação interna, que servia como ferramenta para atribuir missões e punições aos faccionados e para realizar tratativas sobre o comércio ilícito de entorpecentes e outros delitos.

As 43 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, associação para o tráfico e tráfico de drogas, de acordo com a participação de cada indivíduo. A denúncia do Ministério Público ainda não foi recebida pelo Poder Judiciário. Somente após o recebimento, os denunciados passam a ser considerados réus em ação penal, na qual terão amplo direito à defesa.

Fonte: MP

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