quarta-feira, 22 de abril de 2020

O terror no Amazonas serve de alerta para Santa Catarina

As notícias que chegam de Manaus são assustadoras. Aumento de 50% na demanda por cemitérios com carros de funerárias fazendo fila, instalação de contêineres frigoríficos para corpos e valas comuns para dar conta da demanda dos sepultamentos. É o cenário que tanto se queria evitar do colapso no sistema de saúde com o novo coronavírus. Ele chegou no Amazonas.

Não chego ao ponto de afirmar que há um negacionismo aos efeitos da pandemia em Santa Catarina. Longe disso, tanto é que o Estado foi o primeiro no Brasil a impor as regras mais restritivas e há um respeito considerável às normas de convívio, como o uso de máscaras, por exemplo.

O Jornal Nacional desta terça-feira (21) começou com a reportagem dramática mostrando a situação no Estado do norte do país. Jantava no momento. Foi de embrulhar o estômago.

Claro que não há como tirar algo de positivo quando temos 193 mortos no Amazonas. Mas que essa tragédia do norte sirva de lição para que os catarinenses estejam disciplinados ao máximo a partir desta quarta-feira (22), quando a vida volta quase ao normal em Santa Catarina. Só ficarão de fora, praticamente, aulas, transporte coletivo e eventos. Irá aumentar consideravelmente a circulação de pessoas. 

Torço para que os indicadores catarinenses sejam confiáveis. A verdade é que não sabemos ao certo qual o diagnóstico no país. Temos modelos matemáticos, mas isso parece não ser suficiente. Se testa pouco. Sabe-se muito pouco, ainda, sobre a Covid- 19. 

Santa Catarina não é o Amazonas. Nossos indicadores sociais, econômicos e educacionais são superiores. Isso, entretanto, pode não significar nada. Não temos a mesma desigualdade e o nosso sistema de saúde é melhor.

De novo: isso significa algo? Depende do nosso comportamento a partir de agora e da capacidade de atendimento do nosso sistema de saúde. As autoridades afirmam que a ocupação atual dos leitos de UTI coloca Santa Catarina numa condição que permite a flexibilização da quarentena. Vamos fazer com que ela funcione e não seja preciso retroceder e reforçar, novamente, o isolamento. 

Depende, também, de cada um de nós.

Fonte: NSC.

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