segunda-feira, 23 de março de 2020

Municípios do Oeste catarinense fazem barreira nos acessos

O Oeste catarinense também está instalando barreiras nos acessos das cidades. A medida já foi registrada em outras regiões do Estado. Em São Lourenço do Oeste as barreiras começaram a ser implantadas no último sábado (21), depois que o prefeito Rafael Caleffi emitiu decreto nesse sentido. Foram colocados tubos de concretos nas entradas do município. Foram bloqueados onze pontos da cidade. A partir desta segunda-feira, existem somente dois locais de acesso: um na rua Nereu Ramos, próximo ao elevado da SC-157, e outro na SC-480, perto da Unochapecó.

Pelo decreto não podem entrar em São Lourenço do Oeste veículos com registro de licenciamento de outros municípios, a não ser que a pessoa comprove que more ou trabalhe na cidade.

Estão liberados veículos de transporte de gêneros alimentícios, de saúde, matérias-primas para empresas e outros produtos essenciais. Não há restrição para veículos oficiais, ambulâncias, carros dos Bombeiros e pessoas em tratamento de saúde.

Profissionais da prefeitura, principalmente da área da saúde, estão orientando as pessoas sobre a importância do isolamento. Também é feita a medição da temperatura. Alguns veículos foram barrados. 

Na SC-157 o tráfego é liberado. No entanto, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) está barrando veículos de transporte. No final de semana um ônibus do Mato Grosso do Sul, que seguia para Vacaria (RS), foi escoltado até Chapecó.

Em São Lourenço do Oeste não havia nenhum casos confirmado mas havia um caso suspeito de coronavírus até a manhã desta segunda-feira (23).

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Em Xaxim, a prefeitura também fechou acessos secundários e está fazendo a triagem das pessoas que entram pelo acesso principal, na avenida Plínio Arlindo De Nes. O decreto não impede a entrada, mas a triagem é obrigatória durante as 24 horas.

O município também está fazendo a desinfecção de espaços públicos, próximos a mercados, farmácias e postos de combustível.

Em Xanxerê, onde foi decretado na semana passada toque de recolher, das 20h às 6h, um casal entrou com uma ação judicial questionando a medida, por não se tratar de competência do município. A justiça deu prazo para o município fazer a defesa até domingo (22) e deve decidir o pedido nesta segunda (23). O Ministério Público de Santa Catarina também já se manifestou contrário a essa medida. 

Fonte: NSC.

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