terça-feira, 24 de março de 2020

Com 743 mortes nas últimas 24 horas, Itália volta a ter aumento de vítimas fatais

ROMA — Após dois dias com números de mortes em queda, a Itália registrou 743 vítimas fatais nas últimas 24 horas em decorrência do do novo coronavírus, atingindo o total de 6.820 óbitos, de acordo com o chefe da Agência de Proteção Civil . Na segunda-feira, 602 pessoas morreram, depois de 650 mortes no domingo e 793 no sábado — o número diário mais alto desde que o contágio veio à luz em 21 de fevereiro — o que sugeria uma tendência de queda.


Apesar disso, o crescimento na quantidade de casos se manteve abaixo de 10% pelo segundo dia seguido.  De acordo com a Defesa Civil, a Itália já contabiliza 69.176 contágios, alta de 8,2% na comparação com 23 de março.

Mais cedo, o chefe da Agência de Proteção Civil da Itália, órgão do governo que compila as estatísticas de Covid-19 no país, reconheceu que o número de casos no país pode ser dez vezes maior do que o reportado oficialmente.

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A região norte da Lombardia, mais atingida, permanece em uma situação crítica, com um total de 4.178 mortes e 30.703 casos. Os italianos concentram, até o momento, o maior número de fatalidades no mundo, com quase o dobro da China, epicentro global da doença.

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Ao contrário da nação asiática, no entanto, o número de testes para Covid-19 tem sido limitado a pessoas em situação de internação. Em outras palavras, milhares de casos estão sendo ignorados, inclusive os assintomáticos, que causam dois terços das infecções.

O país aumentou em 64% o número de leitos disponíveis nos serviços de terapia intensiva nesta terça-feira.

— Os leitos de terapia intensiva na Itália passaram de 5.343 para 8.370 — declarou o Alto Comissário para a Luta contra o Coronavírus, Domenico Arcuri, que  estima que serão necessários 90 milhões de máscaras por mês para atender à demanda. — Precisamos de mais material, mais leitos, mais pessoal: precisamos lançar uma revolução em nosso sistema de saúde.

Também nesta terça-feira, a porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Harris, alertou que Europa e Estados Unidos correspondem, juntos, a 85% dos contágios registrados nas últimas 24 horas no mundo. Embora a Itália caminhe a passos largos para superar a China nas próximas semanas, Harris alertou, ainda, para o potencial dos EUA se tornarem o novo epicentro global da Covid-19.

Fonte: O Globo.

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