segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Cadê a casa? Golpe do aluguel já causou prejuízo de mais de R$ 60 mil a turistas em SC


Já são dezenas de casos de turistas frustrados com a viagem de férias ao Litoral de Santa Catarina. Eles alugam casas e apartamentos pela internet e, ao chegar no lugar, o imóvel não existe.

Na última semana, pelo menos 37 turistas foram vítimas, a maioria do Paraná, São Paulo e de municípios do interior catarinense. Somando o que cada um já tinha depositado, o prejuízo já ultrapassa R$ 60 mil. A Polícia Civil investiga o crime.

Algumas das vítimas viram anúncios das redes sociais e sites de compra e venda, casas e apartamentos perto da praia com preços menores dos praticados no mercado. Em outros casos, os preços até eram compatíveis, mas quando os turistas chegaram, descobriram que o imóvel foi alugado para mais de uma pessoa no mesmo período.

Foi o que aconteceu com a família do representante comercial Kleberson Giese. "Você se programa, trabalha o ano todo, quer passar umas férias com a família, com os amigos. A gente rodou 500 quilômetros, família, criança, carne no carro e ser surpreendido com uma experiência dessas. Muito desagradável", disse.

A polícia acredita que o mesmo grupo possa estar por trás de todos os casos. O crime é tratado como estelionato e pode resultar em um a quatro anos de prisão, disse o delegado Aderlan Camargo. "O golpista se apropriava de um anúncio feito no passado ou neste ano mesmo, com base nessas informações, com base nas fotos dos imóveis, lançava um novo anúncio, falso", explica.

Um turista de Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, teve que voltar para casa depois de descobrir que tinha caído no golpe. "A sensação foi de ser inútil porque a gente confia nas coisas, corre atrás e chega lá com o carro todo carregado, criança dentro do carro, com o calor que estava de matar. Sensação de ser inútil".

Um corretor de imóveis do município disse que tem recebido todos os dias clientes que, após serem lesados, procuram na imobiliária um lugar para ficar. "Tem que fazer o depósito no nome da empresa. Nunca depositar para pessoas físicas, enfim. Tem que ser no nome da empresa que está redigindo esse contrato. O principal de tudo é consultar se a empresa existe", aconselhou.

Com informações do G1

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