quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Como a colaboração no setor de tecnologia fortalece o agronegócio em SC

O Brasil é o país do agronegócio, e Santa Catarina tem se destacado na tecnologia com um ecossistema ímpar a nível mundial. Por meio da tecnologia e da conectividade, conseguimos ajudar o agronegócio brasileiro a evoluir principalmente em termos de geração e análise de dados e de automação de processos focada no aumento da produtividade. A tecnologia, definitivamente, deixou de ser somente um ativo urbano e passou a transformar o modo como os alimentos são produzidos, de maneira mais inteligente, valorizada e sustentável.

Aqui em Santa Catarina, conseguimos identificar alguns pontos que norteiam esse desenvolvimento tecnológico. No dia a dia de uma entidade como a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), por exemplo, uma das coisas que mais percebemos é a capacidade que as pessoas demonstram de compartilhar. E muito disso vem das trocas dentro da Vertical Agronegócio, grupo de 25 empresas de tecnologia de toda Santa Catarina que desenvolvem inovações para o meio agro, um dos setores mais dinâmicos e tradicionais da economia nacional.

As empresas da Vertical desenvolvem sistemas, sejam eles de software ou hardware, para auxiliar na gestão e na produtividade das propriedades rurais. Por meio das soluções desenvolvidas, agricultores familiares, por exemplo, conseguem usufruir de um maior controle da qualidade de seus produtos e da automação de determinados processos, sem que precisem investir altas quantias em dinheiro, como as grandes fazendas, e integrando essa modernização de forma mais sutil e gradativa ao dia a dia dessas pessoas.

Com o objetivo principal de tornar o campo um ambiente cada vez mais propício a receber inovação e tecnologia, a Vertical também apoia o Nita (Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar). O projeto surgiu a partir da percepção de que os pequenos produtores não tinham acesso à tecnologia, o que levou ao mapeamento das principais empresas de Santa Catarina que desenvolvem soluções para o setor agro e ao estudo sobre como essas soluções podem ser inseridas, cada vez mais, no contexto da agricultura de pequena escala.

Assim, o Nita, que é formado por instituições públicas e privadas do setor agro, visa oportunizar relações mais diretas entre a tecnologia e o campo. Por meio de uma rede que engloba tecnologias sustentáveis, agricultura familiar e pequenas e médias empresas, o núcleo busca conectar demandas reais do campo e do mar com soluções tecnológicas.

Para isso, o site do núcleo conta com uma “vitrine” das principais empresas do setor relacionadas à agricultura de pequena escala, sejam startups ou apenas projetos, colocando-as à disposição desse público. Os agricultores, por sua vez, também podem registrar as principais demandas que possuem em suas propriedades rurais, permitindo que se estabeleça um relacionamento entre ambos e aproximando a tecnologia do campo.

Além deste projeto colaborativo, as empresas da Vertical também possuem notável destaque no ecossistema catarinense, com diferentes portes e estágios de desenvolvimento. Desde soluções voltadas à pecuária, que se complementam suprindo todas as fases de produção de alimentos; passando pela parte rural, com a valorização da agricultura familiar; até a gestão e rastreabilidade de produtos do agronegócio, automação e agricultura de precisão.

As empresas da Vertical são internacionalmente reconhecidas e carregam inovação em seu DNA. Exemplos disso são a Agriness, recentemente adquirida pela gigante americana do agronegócio Cargill, e a Arvus Tecnologia, comprada pela multinacional sueca Hexagon, reforçando a qualidade das pessoas e soluções desenvolvidas no nosso Estado.

Fonte: NSC.

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