quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Santa Catarina registra 12 casos e duas mortes por hantavirose em 2019.

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As mortes ocorreram em Timbó Grande e Campos Novos. No ano passado, foram confirmados sete casos do vírus transmitido por roedores.
A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) informou nesta quarta-feira (30) que já foram confirmados 12 casos de hantavirose no Estado este ano.
Entre eles, dois terminaram em morte nos municípios de Timbó Grande e Campos Novos.
No ano passado, foram confirmados sete casos e três mortes que ocorreram em Pinheiro Preto, Presidente Castelo Branco e União do Oeste.
A Dive ressaltou a importância da notificação imediata, da investigação e do diagnóstico precoce para um bom prognóstico da doença por parte dos serviços de saúde.

“É de extrema importância que todos os profissionais da rede sejam alertados para a possibilidade de ocorrência da doença no Estado. Os moradores também devem ser informados sobre a doença, os tipos de roedores envolvidos e as vias de transmissão, bem como sobre as formas de prevenção”, alertou a veterinária Alexandra Schlickmann Pereira.

Sobre a doença

A hantavirose é uma doença infecciosa aguda e grave causada por um vírus do gênero Hantavírus e que pode levar à morte em apenas 72 horas. No início, há febre, tosse seca, dor no corpo, náuseas, diarreia, dor de cabeça.
Além de vômitos, dor abdominal, dor torácica, suor e vertigem e pode evoluir para falta de ar intensa. Aos primeiros sinais e sintomas, deve-se dirigir à unidade de saúde mais próxima.
O hantavírus está associado aos roedores silvestres, que eliminam o vírus na urina fresca, nas fezes e na saliva. A forma de transmissão mais comum ocorre quando as pessoas inalam minúsculos aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres que se misturam na poeira.
É uma doença característica de áreas rurais, que atinge agricultores, moradores e trabalhadores em áreas de reflorestamento, em galpões, paióis, armazéns fechados e outros espaços pouco ventilados.

Medidas preventivas

As principais medidas indicadas para o controle de roedores silvestres são as preventivas, por meio de antirratização. Dentre as medidas relativamente simples e gerais que a população pode ajudar a realizar estão:
Eliminar os resíduos que possam servir para abrigos, construções de tocas e ninhos, assim como reduzir as fontes de água e alimento para o roedor;
Não deixar entulhos e objetos inúteis no interior e ao redor do domicílio, mantendo limpeza diária, pois esses objetos podem servir de proteção e/ou abrigo para os roedores;
Manter a vegetação rasteira em um raio de, pelo menos, 40 metros ao redor de qualquer edificação (casa, silo, paiol, abrigo de animais e outros);
Ambientes que permaneceram fechados por algum tempo e que apresentem sinais de infestação de roedores devem ser abertos e ventilados por, no mínimo, 30 minutos.

Fonte: ND+.

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