terça-feira, 29 de outubro de 2019

Governo federal vai usar equipamentos de última geração no combate ao contrabando

Foz do Iguaçu terá o plano-piloto dos centros integrados de operações de fronteiras, a exemplo dos fusions centers americanos. O coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado do Ministério da Justiça e Segurança, Wagner Mesquita, esteve recentemente em Foz do Iguaçu e detalhou o funcionamento do projeto ao IDESF. As informações são do GDia.

“Temos um Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) e uma política de fronteiras em andamento por parte do governo federal”, disse. Confira trecho da entrevista:

Qual o papel dos centros integrados de operações de fronteiras, ou fusions centers, nesse contexto?

É um modelo novo para o Brasil, porém já consolidado nos Estados Unidos e Europa. Nos EUA, há mais de 70 centros dessa natureza. No país será o primeiro onde oficiais de várias instituições trabalharão no mesmo ambiente, 24 horas, produzindo e administrando ferramentas, compartilhando informações e fazendo análises de segurança pública. O centro integrado de Foz, especificamente, trabalhará com três vertentes básicas: a primeira é o comando e controle de operações ostensivas. Já temos operações ostensivas integradas, porém não de forma coordenada. Hoje, até as linguagens de rádio utilizadas pelos agentes são diferentes, o que traz prejuízos em eficácia. Outra vertente será a criação de núcleos de apoio a investigações de lavagem de dinheiro, operações cibernéticas, análise compartilhada com interagências. O terceiro eixo será o de inteligência. Teremos um núcleo de inteligência, vinculado ao centro de inteligência de Curitiba, acompanhando toda esta movimentação.

Fonte: Michel Teixeira.

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