quinta-feira, 11 de julho de 2019

Propriedade de Erval Velho é destaque em produção de energia solar

Uma fonte de energia limpa, renovável e abundante. A energia solar possibilita o desenvolvimento da propriedade rural com sustentabilidade. O associado da Copercampos Lodoir Caraffa e seu filho Uilian, investiram alto para instalar a usina fotovoltaica e estão satisfeitos com o retorno econômico obtido.

O alto custo e a intermitência da geração (apenas durante o dia), são entraves para a maior adesão, porém, neste país, em que a energia elétrica é (e fica a cada dia mais) cara com o passar do tempo, instalar um sistema fotovoltaico é um desejo dos consumidores de energia. Consideremos que a tecnologia fotovoltaica é um investimento a médio/longo prazo. Fazer cálculos e estudos de viabilidade são essenciais. Na propriedade da família Caraffa, a usina solar foi a alternativa para reduzir despesas e possibilitar novos investimentos na suinocultura.

O gasto mensal em energia elétrica foi direcionado a pagar o investimento na usina própria. As vantagens são inúmeras com a geração de energia fotovoltaica. É energia sustentável, gratuita e eficiente, proveniente do sol. Não existem ruídos e poluição, além da agilidade e facilidade na instalação das placas solares. Outra vantagem que contribui para a valorização do sistema solar fotovoltaico é que quando bem projetado e instalado, o solar exige baixa manutenção tanto preventiva, quanto corretiva. Um sistema solar fotovoltaico possui mais de 25 anos de vida útil, gerando energia elétrica limpa, sustentável e de qualidade, sem prejudicar o meio ambiente. Apesar disso, mesmo com tantos benefícios, a energia fotovoltaica encontra resistência. A falta de interesse dos ges - tores da área energética em relação a esta importante fonte de energia, é evidente.

Especialmente no interior, a capacidade das linhas de transmissão em agregar esta produção também é restrita, prejudicando quem deseja produzir a sua própria energia e reduzir custos com suas atividades. Desde 2018, a Copercampos busca fomentar o uso desta tecnologia. Agricultores interessados estão realizando estudos de viabilidade para conquistar a “independência”, ao menos que diurna da energia elétrica paga. 

O projeto está caminhando e com incentivos para instalação das usinas solares, acredita-se na cooperativa, que o agronegócio se tornará ainda mais eficiente, promovendo a sustentabilidade das atividades e a continuidade das famílias no campo. A geração de energia solar ainda que pioneira é realidade e nosso desejo é poder apresentar outros cases de sucesso na área.

A potência instalada na Usina Solar da propriedade é de 21,78KWp e tem produção média de 2.070KWh/mês e um rendimento anual de 1.140 KWh/KWp. De acordo com Lodoir, a produção própria de energia é um bom negócio. “Produzimos uma energia limpa e sem custos. Acreditamos que o investimento se pagará antes mesmo do esperado, então, para nós que tínhamos um custo de até R$ 1 mil em energia elétrica, essa usina foi um bom negócio. Nós deixamos de pagar a luz e pagamos o investimento na usina”, ressaltou. Segundo Uilian Caraffa, em até sete anos a usina deve se
pagar, tendo por um período de até 15 anos, uma redução de custos na propriedade. “Hoje é um bom negócio e pelos nossos cálculos, esse investimento deve se pagar em seis ou sete anos e com a vida útil dos painéis, devemos ter uma economia de energia elétrica na propriedade por uns 15 anos, então, é muitobom produzir energia na propriedade”, reforçou Uilian.

O associado Lodoir Caraffa enaltece que a geração de energia limpa, sem agredir o meio ambiente é outro fator positivo.
“Nós produzimos uma energia limpa, sem impactos significativos ao meio ambiente e reduzimos despesas na propriedade, agregando em uma rentabilidade ao produtor e à sustentabilidade em nossas atividades”, complementou.

Uma das dificuldades enfrentadas para instalação e geração, segundo Lodoir Caraffa esteve relacionado a rede de energia. A capacidade da rede não atendia a geração extra de
energia e foram necessárias adequações na linha de transmissão para que os produtores rurais pudessem utilizar a energia e destinar o excedente produzido para a estatal. (Revista Coopercampos)

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