terça-feira, 7 de maio de 2019

Primeiro caso de raiva humana é registrado em SC após quase 40 anos

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) informou no final da tarde desta segunda-feira, dia 6, que foi confirmado pelo Laboratório Instituto Pasteur (IP) o diagnóstico de raiva para o óbito de uma paciente de 58 anos, residente na área rural do município de Gravatal, no Sul do estado. A morte ocorreu no último sábado, dia 4.

As amostras foram encaminhadas para São Paulo pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Santa Catarina não registrava casos de raiva em humanos desde 1981, quando um paciente de Ponte Serrada foi vítima da doença. Já os últimos casos de raiva animal foram registrados em 2006, nos municípios de Xanxerê (um cão e um gato), Itajaí (um cão), e em 2016, em Jaborá (um cão).

Técnicos da Dive estiveram nesta segunda-feira, dia 6, no município de Tubarão reunidos com a Gerência Regional de Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Gravatal e Capivari de Baixo, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e a Unisul para o desenvolvimento de ações, conforme o protocolo do Ministério da Saúde, considerando que Santa Catarina é área controlada para raiva animal no ciclo urbano.

As ações envolvem a vacinação casa a casa de cães e gatos em um raio de cinco quilômetros a partir da residência da paciente, bem como busca ativa de animais doentes e mortos e orientação à população. “Além disso, se a pessoa for agredida por um cão ou qualquer outro animal, é muito importante que procure um serviço de saúde mesmo se o ferimento não for grave, pois pode haver a necessidade de tomar a vacina contra a raiva", afirma João Fuck, gerente de Zoonoses da Dive.

Raiva humana

A raiva é uma doença transmissível que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos, morcegos e também o homem, quando a saliva do animal infectado entra em contato com a pele ou mucosa por meio de mordida, arranhão ou lambedura do animal. O vírus ataca o sistema nervoso central, levando à morte após pouco tempo de evolução. A raiva não tem cura estabelecida (há apenas três casos de cura conhecidos no mundo, um deles no Brasil) e a única forma de prevenção é por meio da vacina.

Fonte: Oeste Mais.

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