quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Justiça aumenta pena de réu contratado por filho para matar o pai

Foto:Rádio Rural/Divulgação
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça majorou pena imposta a réu acusado de homicídio triplamente qualificado registrado em Linha Guaraipo, interior de Arabutã. Inicialmente condenado a 26 anos e três meses, ele terá que cumprir 33 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado. Sua pena poderia ter sido ainda maior, mas ele acabou beneficiado por fazer uma delação premiada e, desta forma, auxiliar na elucidação do crime.

Segundo o Ministério Público, o réu participou de um duplo homicídio que vitimou Lisete Marilete Berner Lohmann, 41 anos, e a sua filha Stéfani Letícia, de apenas 10 anos, e de tentativa de homicídio contra Valdir Deannenhauer, com mais de 60 anos. Os crimes foram cometidos por encomenda. Ele recebeu R$ 10 mil do filho da vítima da tentativa, que pretendia ter acesso a herança de forma antecipada, já que o pai esbanjava o patrimônio. Os crimes, que ganharam grande repercussão, aconteceram na noite do dia 30 de março de 2016.

O mandante, o executor e mais um adolescente, todos com touca balaclava, foram até a residência da vítima e invadiram o imóvel pela porta de acesso à garagem. Na oportunidade, a vítima jogava baralho com sua companheira e a enteada. Os criminosos separaram as vítimas. Sob a mira de um revólver calibre .32, a mulher e a criança foram colocadas em um dos cômodos. Já o alvo principal foi amarrado. Durante as intimidações e ameaças, a mulher reconheceu o adolescente e, por isso as duas foram assassinadas. Em seguida, o homem também foi baleado com dois disparos.

Os criminosos presumiram que não havia sobreviventes e fugiram na caminhonete da vítima, com o objetivo de despistar a polícia e simular um latrocínio - roubo seguido de morte. No entanto, Valdir Deannenhauer foi socorrido por um vizinho e sobreviveu para explicar o caso.

O desembargador Sérgio Rizelo, relator da matéria, não teve dúvida sobre a premeditação do crime. "A ação foi planejada de forma a eliminar a possibilidade de insucesso, tendo os agentes deliberado vários atos conscientes e antecipadamente, visando não só o êxito do prática, mas, também que a autoria delitiva não fosse descoberta", registrou Rizelo em seu voto. A decisão foi unânime. O processo foi dividido em relação ao outro réu, que deverá enfrentar o Tribunal do Júri em breve.

Fonte: Caco da Rosa

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