quinta-feira, 26 de julho de 2018

Advogado garante que filha não encomendou a morte do pai e da madrasta em Herval

O advogado Leocir Antonio Carneiro está convencido da inocência de sua cliente.
O advogado Leocir Antonio Carneiro, que representa a mulher acusada de ter encomendado a morte do pai e da madrasta, crime que aconteceu no dia 31 de março no interior de Herval d´Oeste, está convencido de que ela não teve qualquer participação no crime.

A afirmação foi dada ao Portal Éder Luiz nesta quarta-feira, 25, um dia após a audiência de instrução do processo. A audiência aconteceu na última terça-feira no fórum de Herval e durou das 14h até às 23h. Foram ouvidas aproximadamente 24 testemunhas, além dos réus. A mulher e mais três réus, acusados do crime, estão presos desde o dia 6 de abril.

O advogado, que foi nomeado pelo estado para defender a mulher, disse que após analisar o processo, não encontrou nenhuma prova ou indício da participação dela.

“Logo de início já comecei a entender que ela foi colocada no inquérito por achismo. Desde o começo não consegui vislumbrar prova concreta ou participação dela neste crime horrível e com requintes de crueldade”.

A afirmação do advogado se basei também no fato do réu que havia citado a participação dela como mandante ter desmentido a versão.

“Existia uma informação por parte de um dos réus que ela teria encomendado as mortes, no entanto essa informação foi desmentida diante do juiz pela pessoa que havia falado. Ele disse que teve que mentir naquele momento em relação a este caso. E um detalhe é que já existem réus confessor em relação a este crime”. Revelou.

Sobre o dia do crime, o advogado comentou que sua cliente não teve qualquer contato com o local onde o fato aconteceu.

“Quem executou aquela senhora e lesionou o senhor foi na residência por que sabiam que lá existia uma arma e eles queriam somente furtar. Minha cliente não esteve na casa e nem próximo dela naquele dia”.

Encerrando, o advogado de defesa reforçou seu convencimento de que a filha não encomendou as mortes do pai e da madrasta e que vai trabalhar para que ela não seja levada a júri popular.

“Estou convencido de que não existe uma prova segura, nada que ofereça a certeza de que ela tenha mandado executar o seu pai e sua madrasta. Ela é inocente e até agora não existem provas, mesmo com uma investigação séria e aprofundada. Minha tese é de negativa de autoria. Agora iremos para a fase de alegações finais pelo Ministério Público e defesa. Depois o juiz decide se pronuncia os réus ou não, por isso trabalho com a tese de impronúncia de minha cliente”.

O crime

O crime aconteceu na madrugada do dia 31 de março, na linha Santa Terezinha, interior de Herval d’ Oeste, próximo ao campo do gaúcho.

De acordo com as informações da Polícia Militar (PM), ao chegar no local a guarnição encontrou perto da porta Otávio Bello, que tinha ferimentos de arma branca no peito e um corte profundo na garganta. Ele estava deitado no chão, próximo a porta de entrada e com grande volume de sangue nas roupas.  No quarto, perto da cama, foi encontrada Lucila Bello, que também apresentava lesão por arma branca em seu pescoço, possivelmente degolada, e sem sinais vitais.

Alguns dias depois a Polícia Civil desencadeou uma operação e deu cumprimento a quatro prisões temporárias expedidas pelo Juiz da Comarca de Herval d’Oeste.

As investigações apontaram a participação da filha adotiva de Otávio como mandante do crime e três homens como executores. Durante as buscas nas residências a arma roubada no dia do crime foi encontrada e duas facas apreendidas.

Fonte: Éder Luiz

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