sábado, 17 de março de 2018

Preço da carne de frango deve cair no mercado após suspensão de exportações

Imagem ilustrativa (Internet).
Estado – Com a suspensão da exportação da carne de frango de três unidades da BRF em Santa Catarina para a União Europeia, o preço do produto no mercado interno deve cair, prevê a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Atualmente, o bloco econômico europeu compra 15,2% de toda a carne de frango que o estado vende ao exterior, como mostrou o NSC Notícias desta sexta-feira (16).

As três unidades da BRF em Santa Catarina impedidas de exportar aves para a União Europeia ficam na região Oeste, em Chapecó, Concórdia e Capinzal. A BRF afirma em nota que, na próxima semana, o Ministério da Agricultura terá uma reunião na Bélgica para prestar esclarecimentos técnicos à União Europeia. Além disso, afirma que está prestando todos os esclarecimentos necessários para atestar a qualidade e segurança dos produtos.

A suspensão foi feita pelo Ministério da Agricultura e ocorre depois de a BRF ter sido alvo de uma nova fase da operação Carne Fraca da Polícia Federal, no início do mês, e em meio a discussões sobre mudança de gestão da companhia.

A BRF é a maior produtora de carne de frango do mundo e dona das marcas Sadia e Perdigão.

Preço

Só no ano passado, a Europa comprou mais de U$ 300 milhões de carne de frango catarinense. Com isso, já se acredita na possibilidade de uma crise no setor. “Com certeza vai derrubar também [o preço] do suíno, da carne suína e da carne bovina, afinal de contas o consumidor vai ter a opção de produtos baratos”, afirmou o presidente da Cidasc, Enori Barbieri.

“Santa Catarina tem uma capacidade de estocagem da sua produção de somente seis dias. De uma hora para outra, você não consegue jogar um volume dessa quantidade no mercado internacional. Esse produto vai acabar no mercado interno, derrubando mais uma vez o preço das aves, que já está baixo, ocasionando prejuízo para a empresa e para os produtores”, completou o presidente da Cidasc.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal diz confiar em uma efetiva e imediata solução por parte do ministério para a retomada das exportações. Para que se mantenha o ritmo de exportações para a União Europeia, que nos últimos 10 anos comprou 5 milhões de toneladas de frango do Brasil. 

Fonte: (G1/SC)

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