quarta-feira, 7 de março de 2018

Governo de SC diz que Operação Trapaça pode trazer prejuízos para o estado

 O governo de Santa Catarina emitiu nota na tarde desta terça-feira (6) sobre a Operação Trapaça, nova fase da Operação Carne Fraca, deflagrada na segunda (5) pela Polícia Federal. Nela, o governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) afirma que a denúncia é voltada a uma empresa, e não a todo o setor produtivo, mas que "ainda assim poderá refletir em prejuízos" para o estado.

 Nessa fase da operação, a PF investiga quatro unidades da BRF em Goiás e Santa Catarina. A polícia e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) afirmam que essas fábricas fraudavam laudos relacionados à presença de salmonela em alimentos para exportação a 12 países que exigem requisitos sanitários específicos de controle da bactéria do tipo salmonela spp.
                                                                  
 O governo catarinense disse, na nota emitida nesta terça, que a carne de frango disponível no mercado "é saudável" e não oferece riscos à saúde, desde que seja conservada e preparada de forma adequada.

Sobre a BRF, o governo do estado diz que a empresa é credenciada e fiscalizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para exportar e vender em todo o país, e que a inspeção é realizada por fiscais da própria pasta federal.

Na nota, diz também que a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca faz o acompanhamento sanitário dos rebanhos dentro das propriedades, da vigilância da saúde e risco sanitário, do controle do trânsito dos animais e da permissão de transporte para abate com a certificação primária.

Por fim, o governo diz que acompanha os animais até ser dada a entrada nos frigoríficos habilitados, "momento em que o rebanho passa para a tutela do Serviço de Inspeção Federal".

Outro lado
As quatro unidades investigadas da empresa BRF ficam em Carambeí e em Rio Verde (GO), que produzem frango; em Mineiros (GO), que produz peru; e em Chapecó (SC), que produz ração.

Em nota, a BRF afirma que segue normas de qualidade e que vai colaborar com as investigações “para esclarecimento dos fatos”. A empresa é dona de marcas como Sadia e Perdigão e é a maior exportadora de carne de frango do mundo, com vendas em cerca de 150 países.

Fonte: G1/SC





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