sexta-feira, 23 de março de 2018

Advogado quer levar motorista a júri popular pela morte de jovem

O advogado Marco Antônio Vasconcelos Alencar Junior quer levar Carlos Eduardo Amalcaburio de Mello a júri popular pela morte de Isabella Padilha Gasparini Zílio, 18 anos. A jovem foi vítima de um acidente no dia 10 de dezembro de 2017, quando o motorista do Kadett em que estava perdeu o controle da direção, colidiu contra um barranco em uma curva na estrada geral, próximo ao bairro São Brás, em Joaçaba. Ela foi arremessada do carro e morreu ao dar entrada no Hospital Universitário Santa Terezinha. Os dois retornavam do Autódromo Cavalo de Aço.

Para o advogado, que foi contratado pela família da vítima como assistente de acusação, trata-se de homicídio doloso, diferentemente do que está sendo apresentado pela denúncia do Ministério Público. “A única forma possível para que ela fosse arremessada seria estar sentada na janela do passageiro, já que o veículo permaneceu todo o tempo com a porta do caroneiro fechada, e também há prova de que o banco do passageiro estava totalmente inclinado para trás, o que tornaria impossível o arremesso”, defende.

Marco Antônio afirma que Carlos Eduardo assumiu todos os riscos durante o percurso, já que conduzia o carro sem ser habilitado, embriagado, em velocidade incompatível e com a vítima sentada na janela.

Além do laudo pericial, a família recebeu informações que minutos antes do acidente, o condutor exibia manobras perigosas no interior do autódromo Cavalo de Aço com a vítima sentada na janela. “Há elementos sólidos para afirmar que o condutor cometeu homicídio doloso e deve ser julgado perante o Tribunal do Júri”, disse o advogado, ao ressaltar que não se pode falar em pena mais branda em razão da contribuição da vítima, pois isso será discutido no momento da aplicação da pena, ou na fixação de indenização por ato ilícito.

Fonte: Caco da Rosa

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