quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Suspeito de agredir professora pode ser internado, diz promotora

Adolescente tem histórico por agredir mãe, colega e ameaçar conselheiro tutelar.
 (Foto: Reprodução/Facebook)
A promotoria de Justiça de Indaial informou que o aluno de 15 anos suspeito de dar um soco na professora Marcia Friggi, de 51 anos, tem histórico de violência doméstica e envolvimento com drogas, bem como passagens por agressão.

"O Ministério Público avalia que, em confirmada essas acusações [agressão a professora e histórico de violência], seja possível postular uma internação", disse a promotora de Justiça de Indaial, Patrícia Tramontim.

Na segunda (21), dia da agressão, a professora fez boletim de ocorrência contra o estudante. Ela disse à polícia que o caso ocorreu na sala da direção de uma escola municipal de Indaial após ela chamar a atenção do aluno. Segundo ela, o soco foi forte o suficiente para jogá-la contra a parede.

Ainda segudo a promotora, para a solicitação, é preciso aguardar que a Polícia Civil repasse as informações finais do caso. Na terça (22), o delegado responsável pelo caso, José Klock, afirmou que quer concluir o inquérito até o final da semana.

De acordo com o Ministério Público, o adolescente já teve que prestar serviços a comunidade e teve outros dois atos infracionais.

"Em casos de lesão corporal costuma-se por padrão nessa promotoria pedir a prestação de serviço comunitário. O que temos como agravante neste caso é a reincidência, esse histórico de desrespeito tanto na família, como no colégio", disse a promotora.

Histórico de agressões

Em 2016, o adolescente já havia sido denunciado por lesão corporal contra a própria mãe e, em 2017, por ameaça contra um Conselheiro Tutelar, que acompanha o desenvolvimento do rapaz. Na ocasião, o jovem havia afirmado que daria um soco no rosto do profissional.

Conforme a promota, ele também bateu em um colega de classe em outra escola.

Depoimentos

Marcia prestou depoimento na terça-feira. Klock afirmou que o depoimento da professora foi basicamente o que ela já havia relatado no boletim de ocorrência. "Coerente, discurso normal", resumiu. "Ela não quer represália contra o adolescente, não quer que gere mais violência".

Nesta quarta (23), a polícia deve ouvir a diretora e mais três pessoas que estavam com ela na sala onde teria ocorrido a agressão. Em seguida, o adolescente deve prestar depoimento.

"Já entramos em contato com a mãe dele. Vamos buscá-lo, levá-lo. Temos interesse de dar prioridade ao caso em virtude do clamor público", declarou o delegado.

Fonte: G1

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