sexta-feira, 23 de junho de 2017

Pais de jovem morta por menor de idade falam sobre o caso um ano após o crime

Neste sábado, dia 24 de junho, completará um ano do assassinato da jovem Carolina de Mattos, de 18 anos, morta por asfixia em Vidal Ramos, interior de Capinzal. O crime que foi praticado por um adolescente de 17 anos causou comoção e revolta da comunidade regional.

Na tarde desta quinta-feira, dia 22, a reportagem da Rádio Capinzal/Jornal A Semana visitou os pais de Carolina. Em meio as lágrimas a mãe Sirlene e o pai José de Mattos fizeram questão de agradecer todo apoio que estão recebendo de familiares e amigos desde o dia do ocorrido. Eles contaram que até agora não “caiu a ficha” que a vida da filha foi ceifada.

O atraso da filha em voltar pra casa, que sempre chegava da faculdade por volta da meia noite, causou preocupação dos pais. Meia hora depois uma colega entrou em contato para saber o motivo pelo qual Carolina não havia ido à faculdade. Foram feitos contatos com outros colegas, mas ninguém sabia do paradeiro da estudante. Para desespero dos pais, o corpo da jovem foi encontrado por volta das 12h30 de sábado, dia 25, no meio de um matagal, a cerca de um quilômetro do ponto de ônibus.

Foi o próprio autor do crime quem apontou o local. No primeiro momento ele tentou despistar a polícia, porém, mais tarde, depois de cair em contradições o adolescente acabou confessando a autoria. Ele relatou durante o interrogatório que usou a alça da bolsa da jovem para cometer o crime. Porém, até agora o motivo do crime é uma incógnita. Os pais se limitaram a dizer que não conheciam o adolescente.

O menor, que é natural de Medianeira (PR), residia há cerca de quatro meses na comunidade. Durante as investigações a polícia encontrou o celular da vítima escondido em um buraco no porão da casa onde o adolescente morava com a família no interior de Capinzal. O Instituto Geral de Perícias (IGP) confirmou a ausência de violência sexual.

Conforme o Promotor, Elias Albino de Medeiros Sobrinho, por se tratar de um menor de idade, o caso é tratado diferente. Ao invés da pena, o adolescente foi condenado pela prática de ato infracional, equiparado ao crime de homicídio com duas qualificadoras: ter cometido o assassinato por meio de asfixia e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A decisão da Justiça da Comarca de Capinzal atende a uma representação feita pelo Ministério Público. A sentença foi proferida em audiência realizada no dia 28 de julho de 2016, decretando sua permanência no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep).

Fonte: Jardel Martinazo – Rádio Capinzal

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