quinta-feira, 6 de abril de 2017

Neurocirurgião remove ferro da cabeça de jovem de Tangará

Foto:Objeto transfixou cérebro do rapaz
Deu entrada no Hospital Universitário Santa Terezinha (Hust) desta quarta-feira (5) um homem (34 anos) que estava com uma haste de ferro atravessada na cabeça. Joel Prado da Silva, que surpreendentemente estava consciente, havia sofrido um acidente de trabalho em uma granja no interior de Tangará, quando o objeto usado para alimentação das aves se soltou e perfurou sua têmpora. Primeiramente ele foi encaminhado ao hospital do município, mas precisou ser transferido para o Hust, que possui estrutura referência em neurocirurgia.

O neurocirurgião, Dr. Fabrício Molon da Silva, foi quem realizou o procedimento, chamado de craniotomia, que durou mais de 2 horas. O especialista explicou que apesar do ferro ter transfixado o cérebro, não formou coágulo e não atingiu as artérias principais, o que poderia ter sido fatal. “Importante destacar que em casos assim, não se pode tentar remover o objeto na hora do acidente, seja ele na cabeça, ou em qualquer outra parte do corpo”, orientou Dr. Fabrício, pois segundo ele, o objeto pode estar trancando uma veia, e a tentativa de removê-lo colocaria em risco a vida da vítima.

Antes da cirurgia, o paciente precisou ser submetido a uma tomografia. Para tanto, os Bombeiros foram acionados para cortar a parte externa do ferro. “Um procedimento que também teve que ser extremamente cuidadoso, para que o objeto não se movesse”, ressaltou.

O neurocirurgião relatou que retirou a parte óssea do entorno para conseguir remover o ferro. Após a retirada, foi realizada uma limpeza para eliminar as bactérias e estancar os vasos sanguíneos. “Como o cérebro estava inchado, o osso foi guardado dentro da barriga do paciente e ele foi sedado para recuperação”, informou. O osso só poderá ser recolocado após dois meses.

No momento Joel encontra-se sob suporte de UTI, sedado, com o uso de ventilação mecânica e com os sinais vitais estáveis. Quando deixar o hospital, ele sairá com um protetor, e só poderá retornar ao trabalho após quatro meses, tempo estimado para sua recuperação.

Dr. Fabrício Molon da Silva já realizou outro procedimento delicado ano passado no Hust. Na ocasião teve que retirar uma lâmina de uma serra elétrica do olho de um paciente. A cirurgia também foi realizada com sucesso.

Formação

Dr. Fabrício atua na área da neurocirurgia há 10 anos. Ele é formado em medicina pela Universidade de Caxias do Sul, tendo se especializado em neurocirurgia em Blumenau. O médico atende em Joaçaba, Videira e Caçador.



Fonte: Caco da Rosa

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