terça-feira, 4 de abril de 2017

Negada liberdade à mãe de bebê morto na casa dos pais em Capinzal

A Justiça da comarca de Capinzal negou liberdade provisória a Vanessa da Silva, 22 anos, mãe do bebê de dois meses morto no último dia 26 em Capinzal. O magistrado considerou prematura a revogação da prisão preventiva da indiciada e negou o pedido da defesa. O juiz ainda determinou a realização de diligências à Polícia Civil.

Vanessa está recolhida ao presídio regional de Joaçaba. Ainda em despacho o juiz determinou à direção do presídio a adoção de medidas de urgência para assegurar a integridade física de Aislan Ribeiro Toldo, 22 anos, pai do bebê e também indiciado por maus-tratos com resultado morte, que estaria supostamente ameaçada segundo argumentação da defesa do réu. A direção do presídio descarta qualquer tipo de violência por parte dos demais detentos contra o indiciado.

O casal foi conduzido para depor em audiência no fórum de Capinzal na tarde desta segunda-feira (03).

Aislan foi preso pela Polícia Militar no último dia 26 (domingo) horas depois de confirmada a morte do filho, que havia completado dois meses no dia anterior. Vanessa da Silva foi presa na manhã do dia 27 (segunda-feira) por policiais civis em cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. O bebê foi encaminhado pelos avós ao Hospital Nossa Senhora das Dores, por volta das 4h do domingo apresentando lesões pelo corpo.

Entretanto, o bebê deu entrada já sem vida. A necropsia do Instituto Geral de Perícias de Joaçaba apontou a causa da morte por traumatismo craniano. Conforme o delegado José Sérgio de Castilho, a mãe disse que teria deixado o filho na sala aos cuidados do pai, por volta das 2h, e teria ido dormir. Por volta das 4h o jovem acordou a companheira dizendo que o filho não estava mais respirando. Ele disse que teria tentado reanimar a criança, mas não conseguiu. A jovem pediu socorro aos pais que residem nas proximidades, os quais levaram o neto ao hospital.

O suspeito não quis acompanhar o socorro do filho. Ele foi preso pela Polícia Militar por volta das 6h30min na Vila Sete de Julho, quando ia com o pai até o hospital. O corpo do bebê foi enterrado no cemitério da Vila Sete de Julho em clima de forte comoção. Aislan Toldo divide cela com outros oito presos e Vanessa da Silva com outras cinco detentas no presídio regional de Joaçaba.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) realizou na noite do dia 26 a perícia na casa onde aconteceu a morte do bebê. Os técnicos utilizaram a substância “Luminol” – que identifica a presença de sangue impossível de ser visto a olho nu – no imóvel localizado na rua Romeu Gasser, loteamento Parizotto. Todo o trabalho realizado pelos peritos do IGP – que durou mais de duas horas e foi acompanhado pela equipe do “Michel Teixeira Notícias”. De acordo com o perito Alexandre Tobouti, diversos pontos da casa reagiram ao “luminol” e evidenciaram expressiva quantidade de sangue humano, supostamente do bebê. Tobouti salientou que em nenhum cômodo da casa teve vestígios de sangue no assoalho, o que descarta a hipótese do bebe ter caído de qualquer altura.

Ainda conforme o perito, as agressões teriam iniciado na sala onde o “Luminol” indicou bastante concentração de sangue no centro no sofá, em seguida na coberta da criança, em toda a extensão de uma carteira de cigarros, no tanque localizado na área de serviço havia intensa quantidade de sangue, além da cuba e da lixeira do banheiro e em volta da pia do banheiro.

Fonte: Michel Teixeira

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