segunda-feira, 27 de março de 2017

Polícia prende mãe de bebê que morreu com sinais de agressão em Capinzal

Foto:Rádio Capinzal/Divulgação
A Polícia cumpriu na manhã desta segunda-feira (27) mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário da Comarca de Capinzal em desfavor da jovem de 22 anos, mãe do bebê de dois meses que morreu com sinais de agressão na madrugada de domingo no Loteamento Parizotto. A jovem será encaminhada ao Presídio Regional de Joaçaba.

O delegado, José de Castilho, explica que a prisão da jovem se deve aos indícios de que ela teria alguma relação com o crime. Vizinhos relataram que a criança já estava chorando por volta das 23h, sendo inclusive ligado para a Polícia Militar. O bebê teria parado de chorar por volta da uma hora e, em seguida o casal teria até mesmo saído de casa.  

Castilho informou que a Polícia aguarda o laudo cadavérico para saber se as agressões ocorreram na noite e madrugada do crime. No depoimento, o pai da criança, que foi preso em flagrante na manhã do domingo, afirmou que em momento algum agrediu o filho e que a responsável seria a mãe que ficava mais tempo com o recém-nascido.

Relembre

A morte do bebê de dois causou comoção e revolta na população capinzalense. O fato ocorreu na Rua Romeu Gasser, no Loteamento Parizotto. A mãe afirma ter ido para a cama por volta das 2h da manhã e deixado a criança com o pai, de 21 anos. Por volta das 4h, o jovem acordou a esposa dizendo que o filho não tinha mais sinais de vida. A mulher pediu socorro aos pais, que residem nas proximidades, e eles encaminharam o neto até a emergência do Hospital Nossa Senhora das Dores, onde foi confirmado o óbito. O pai não quis acompanhar o socorro do filho e foi preso pela Polícia Militar às 6h30min na Vila Sete de Julho, quando se deslocava de carro para o hospital.

Peritos do IGP teriam localizado vestígios de sangue no carrinho da criança e no tanque da casa. O material passará por exames mais apurados. O médico legista confirmou que a causa morte do bebê foi traumatismo crânio-encefálico e que não violência sexual.

Fonte: Jardel Martinazzo/Rádio Capinzal

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