terça-feira, 21 de março de 2017

Gerente industrial da BRF Capinzal garante que abate não sofrerá alterações

Durante reunião na tarde desta segunda-feira, dia 20, o gerente industrial da BRF Capinzal, Sandro Leite, confirmou a representantes de integrados que a unidade não sofrerá nenhuma alteração em sua linha de produção em virtude a operação “Carne Fraca” deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira, dia 17.

O encontro contou com a presença do gerente de agropecuária, Flagdemir Stalbaum, do presidente da Associação dos Avicultores e Suinocultores do Vale do Rio do Peixe, Alcides Borges, e do presidente da Associação dos Produtores de Ovos, Fernando Rossa. Em entrevista concedida ao departamento de jornalismo da Rádio Capinzal, Borges revelou que ao contrário do que vem sendo comentado de uma possível redução do abate de aves e de turnos, a unidade manterá as atividades e deverá até mesmo aumentar suas ações. Ele enfatizou que apenas na unidade de Mineiros, no sudoeste de Goiás, as atividades foram interditadas.

De acordo com as investigações, a unidade, que é focada na produção de carnes de aves, estava contaminada pela bactéria salmonela e mesmo assim continuou exportando carne para a Europa.

Por meio de nota, a BRF informou que a fábrica de Mineiros “responde por menos de 5% da produção total da BRF”. Ainda segundo o texto, “a última auditoria pela qual a fábrica passou foi realizada pelo MAPA e aconteceu entre os dias 25 e 28 de fevereiro de 2017, tendo sido considerada apta a manter suas operações em todos os critérios”.

Sobre as acusações de que a BRF exportou produtos com salmonella, a nota esclarece que “existem cerca de 2.600 tipos de Salmonella, bactéria comum em produtos alimentícios de origem animal ou vegetal”. Ainda conforme o texto, “todos os tipos são facilmente eliminados com o cozimento adequado dos alimentos”.

Além disso, a empresa afirma que “a BRF não incorreu em nenhuma irregularidade”, já que “o tipo de Salmonella encontrado em alguns lotes desses quatro contêineres é o Salmonella Saint Paul, que é tolerado pela legislação europeia para carnes in natura”.

A única unidade frigorífica interditada temporariamente em Santa Catarina é uma filial de uma empresa paranaense, localizada em Jaraguá do Sul, que produz basicamente linguiça frescal, salsicha e presunto, para abastecimento principalmente dos mercados do Paraná e de São Paulo.

Operação

A operação “Carne Fraca” deu cumprimento a 309 mandados judiciais em seis estados e no Distrito Federal. O trabalho conduzido pela Policia Federal (PF) apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

A operação envolve empresas como a BRF Brasil, dona das marcas Sadia e Perdigão, e também a JBS, responsável pela Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas. Frigoríficos de menor porte também são apontados na investigação.

Fonte: Jardel Martinazzo

Nenhum comentário:

Postar um comentário