quarta-feira, 1 de março de 2017

Autor diz que cometeu chacina por ter sido impedido de ver o filho

(Foto: Ronda Policial)
O suspeito de cometer um triplo homicídio em Cunhã Porã, afirmou à Polícia Civil que não se lembra do momento em que esfaqueou as vítimas na noite desta segunda-feira, 27, na Linha Sabiazinho.

Em seguida, ele confirmou ter matado Julyane Horbach, de 23 anos, Rafaela Horbach, de 15 e Fabiana Horbach, de 12 anos, além de ferir Gelvane Meyer. As quatro pessoas estavam na casa, invadida por Jackson Lahr, de 24 anos, que tem um filho com a vítima de 15 anos.

De acordo com o delegado Joel Specht, o autor confessou que cometeu o crime por ter sido impedido de ter acesso ao filho de dois meses que teve com uma das vítimas. Porém, Specht considerou que o depoimento foi contraditório. A criança de dois meses, está sob os cuidados do Conselho Tutelar. Familiares contaram que o homem estava, inclusive, questionando a paternidade do bebê.

Jackson tem passagens pela polícia e foi encontrado pela Polícia Civil após troca de informações entre forças de segurança de toda região. Como ele estava ferido, procurou o hospital, onde acabou preso em flagrante pelo triplo homicídio.

O boletim de ocorrência registrado pela PM da cidade indica que o crime teve motivação passional, causado por ciúmes. O caso deve ser enquadrado como feminicídio. A vítima já tinha registrado boletins de ocorrência dando conta das ameaças que vinha sofrendo. O suspeito indicou o nome de um advogado para acompanhar o caso. Como ele está em viagem, não pôde acompanhar o interrogatório. O delegado salienta que durante os próximos dez dias irá fazer outras buscas, já que a faca usada no crime não foi localizada. Ele vai ouvir mais testemunhas, inclusive os pais das vítimas e do suspeito para conclusão do inquérito.

Sobrevivente segue internado

O sobrevivente da chacina, Gilvane Meyer, de 25 anos, passou por cirurgia na manhã desta terça-feira, 28, no Hospital Regional de São Miguel do Oeste.

Segundo o Hospital, ele passou por uma cirurgia no abdomen e por uma drenagem nos pulmões. Meyer está internado em um quarto da enfermaria da Unidade Hospitalar.

Ele e o bebê, filho do suspeito, foram os únicos sobreviventes do crime. Meyer teve diversos ferimentos, um principal na cabeça. A esposa, Julyane, foi uma das mortas. A mulher, de 23 anos recebeu 18 facadas pelo corpo. As irmas Rafaela Horbach de 15 anos, e Fabiane, de 12 anos, receberam sete facadas cada.

Fonte: Rede Peperi

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