quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Alerta: caso de raiva canina é identificado em Jaborá

Foto:Imagem ilustrativa
Jaborá está em alerta e deverá vacinar todos os cães e gatos, pois foi identificado um caso de Raiva Canina no município. No final do mês de agosto, a médica veterinária Luciane de Oliveira foi acionada para atender um cão que apresentava sintomas de envenenamento, mas no local identificou características de raiva. O animal foi recolhido, e como não tinha procedência foi realizada a eutanásia.

O material foi coletado e encaminhado para análise, sendo que na última segunda-feira (19) a Dive (Divisão de Vigilância Epidemiológica) de Santa Catarina confirmou o caso. “Estamos planejando nossa ação, montando equipes para conscientizar a população sobre a gravidade do problema e a vacinar 100% dos animais”, informou Luciane.

A médica veterinária destaca a importância da conscientização, pois os animais devem ser vacinados uma vez ao ano contra a raiva. “Quando encontrarem um cão ou gato com sintomas característicos, não mantenham contato e chamem um médico veterinário, que conhece as medidas preventivas para a captura do animal”. De acordo com ela, quando um cão ou gato apresentar sinais da doença, ou morrer, deve-se comunicar imediatamente a vigilância epidemiológica de sua cidade.

Raiva Canina

Desde 2006 não havia casos de raiva canina em Santa Catarina. No dia 30/08/2016. A Raiva Canina é uma zoonose, isto é, passa do animal para o ser humano, sendo que não existe tratamento para animais afetados e todos morrem com a evolução da doença.

Na fase inicial, os animais apresentam mudança de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação inusitada. Após 1 a 3 dias, ficam acentuados os sintomas de excitação. O cão se torna agressivo, com tendência a morder objetos, outros animais, o homem, inclusive o seu proprietário, e morde-se a si mesmo, muitas vezes provocando graves ferimentos.

A salivação torna-se abundante, uma vez que o animal é incapaz de deglutir sua saliva, em virtude da paralisia dos músculos da deglutição. Há alteração do seu latido, que se torna rouco ou bitonal, em virtude da paralisia parcial das cordas vocais. Os cães infectados pelo vírus rábico têm propensão de abandonar suas casas e percorrer grandes distâncias, durante a qual podem atacar outros animais, disseminando, desta maneira, a raiva. Na fase final da doença, é frequente observar convulsões generalizadas, que são seguidas de incoordenação motora e paralisia do tronco e dos membros.

A forma muda se caracteriza por predomínio de sintomas do tipo paralítico, sendo a fase de excitação extremamente curta ou imperceptível. A paralisia começa pela musculatura da cabeça e do pescoço; o animal apresenta dificuldade de deglutição e suspeita-se de “engasgo”, quando então seu proprietário tenta ajudá-lo, expondo-se à infecção. A seguir, vêm a paralisia e a morte.

O que é muito importante é a conscientização das pessoas que devem vacinar seus animais uma vez ao ano contra a raiva. Quando encontrarem um cão ou gato com sintomas característicos jamais devem pegá-los e sim devem chamar um Médico Veterinário, pois esse sabe quais as medidas profiláticas para captura do mesmo. Quando um cão ou gato apresentar alguns desses sinais ou mesmo morrer, devem comunicar imediatamente a vigilância epidemiológica de sua cidade.

Fonte: Caco da Rosa

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