sexta-feira, 16 de setembro de 2016

65% das mortes na construção civil foram causadas por queda em altura

Foto:Imagem ilustrativa
Dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) revelam que, em 2013, 65% das mortes na construção civil em Santa Catarina tiveram como causa a queda em altura. O debate sobre os caminhos para modificar esse cenário aconteceu na manhã desta quarta-feira (14), no auditório do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC), durante o seminário técnico “Trabalhos em Altura”. Organizado pelo Instituto Trabalho e Vida, o evento reuniu cerca de 100 pessoas, entre engenheiros de segurança do trabalho, estudantes e demais profissionais que atuam na área.

“O mesmo empenho que as empresas têm para erguer um prédio devem ter para cuidar da segurança de seus trabalhadores”, afirmou a auditora-fiscal do trabalho Luciana Xavier de Carvalho, uma das participantes do primeiro painel do evento, denominado “Critérios e prioridades para segurança em trabalhos em altura”. Para a auditora, analisar os dados dos acidentes por queda em altura é importante para identificar as causas e impedir que eles se repitam.

O professor de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) Renê Mendes também participou do painel. Renê destacou a importância da aproximação entre o Ministério do Trabalho e Previdência Social e os técnicos de SST. “O conhecimento que os técnicos têm de campo é fundamental”, completou o professor.

Acaso ou descaso?

Na abertura do evento, o gestor do Programa Trabalho Seguro no Estado, Roberto Guglielmetto, destacou que a prevenção é fundamental. “O conceito da campanha utilizado no ano passado foi certeiro: os acidentes não acontecem por acaso, mas sim por descaso”, disse o desembargador. Também participaram da abertura o superintendente regional do Trabalho em Santa Catarina, Ivanildo Mota, o assessor parlamentar do Conselho Regional de Engenharia (Crea-SC) , Nelson Baú, o presidente do Sindicato dos Engenheiros de Santa Catarina (Senge-SC), Fábio Ritzmann, e a vice-presidente da Associação Catarinense de Engenharia de Segurança do Trabalho (Acest), Karla Maria Serpa Zavaleta.

O evento também serviu para algumas empresas apresentarem cases de trabalho em altura. O diretor de uma companhia que oferece treinamentos no segmento, Erlon Baranhuk, citou uma situação inusitada que presenciou em uma obra. Nela, o trabalhador se protegia do risco de queda apenas por uma corda amarrada em um carrinho de mão com areia, em cima do edifício. “É importante que haja uma mudança cultural, para que o risco seja levado a sério”, ressaltou.

Fonte: Comunicação Social/TRT

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