sábado, 27 de fevereiro de 2016

Prefeito de Tangará e secretária são presos pelo Gaeco

Prefeito Euclides Cruz. (Foto: Divulgação)
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) esteve em Tangará na manhã deste sábado, 27, para prender o prefeito Euclides Cruz e a secretária de administração, Zoldane Fonseca. A movimentação iniciou logo pela manhã no município e não se tem maiores informações sobre o cumprimento dos mandados.

Acredita-se que as prisões tenham sido motivadas pelas investigações da Operação Patrola, que recebeu o nome por apontar irregularidades nas atividades que envolvem o uso de maquinários pesados de propriedade do poder público.

Na última segunda-feira, 22, foram cumpridos seis mandados de prisão, dez de busca e apreensão e três de condução coercitiva. As investigações começaram há 4 meses e envolvem supostos crimes de organização criminosa, fraude em licitações e crimes contra a administração pública, especialmente atos de corrupção ativa e passiva, além de peculato, com a participação direta de servidores públicos da Prefeitura Municipal de Tangará, e de empresários da região oeste e meio-oeste catarinense. Um empresário de Joaçaba chegou a ser preso na primeira fase da operação, mas o nome dele e de qualquer outro envolvido foi divulgado.

Durante entrevista coletiva concedida no dia das primeiras prisões, o promotor da Comarca de Tangará, Renato Maia, explicou que as fraudes estariam acontecendo desde 2013, sendo que no início os valores licitados eram de aproximadamente R$ 100 a 200 mil, mas  chegando a R$ 1,5 milhões em 2015. “ Em Tangará o procedimento se desenvolveu da seguinte forma: houve a informação inicial de que haveria desvios em certas máquinas pesadas, com licitações direcionadas para compra de peças que não chegavam ao município. Ou seja, o município comprava, mas essas peças não era utilizadas, sendo que as máquinas ficavam sucateadas e sem utilidade. Em outras vezes a compra era maquiada, com a utilização de peças recauchutadas que após curto período davam defeito, sendo necessário fazer novas licitações para compra”. Explicou o Promotor.

Fonte: Portal Éder Luiz

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