sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Defesa admite que Vagner matou Mariane, mas tenta retirar qualificadoras

Advogado Álvaro Alexandre Xavier durante o
 trabalho da defesa.
A tarde desta sexta-feira foi o momento da defesa atuar no julgamento de Vagner Fernandes do Nascimento, acusado de matar a jovem Mariane Telles.

Se dirigindo aos jurados o advogado Álvaro Alexandre Xavier chamou a atenção para a necessidade de provas concretas para estabelecer as qualificadoras. De acordo com a defesa, o réu confessou o homicídio, mas mesmo o crime tendo grande comoção pediu que fizessem a análise criteriosa baseados em fatos concretos, levando em conta que o réu até então, nunca cometeu, se quer crime algum e por isso pediu para que não houvesse linchamento social. “Foi um escorregão na vida dele”. Afirmou.

O advogado destacou que não há nos autos fato que prove que houve o estupro. E tentou retirar essa acusação. Ele afirmou que não se pode haver achismo e que as testemunhas ao se referirem ao crime de estupro se basearam na emoção, “o que é comum em casos que geram comoção como esse, sem que houvesse provas”. Afirmou ainda, que Vagner merece pagar pelo crime, matou a jovem, mas para ele, isso tem que ser feito de forma justa levando em conta somente o que se tem provas. Disse ainda que uma das qualificadoras, que é a asfixia, não está sendo negada. Porém, o restante precisa ser analisado tecnicamente, para que não haja erro na condenação, voltando a afirmar que não existem provas para condenar Vagner também pelo estupro.

“Foi um crime circunstancial. Vagner não planejou isso. Quem é que vai pensar em matar alguém dentro do trabalho, um local cheio de pessoas, depois ter o trabalhão de retirar o corpo de lá? Isso não tem sentido”, argumentou o advogado, dizendo que que Vagner não premeditou o crime.

A defesa afirmou ainda: Temos um homicídio consumado. Temos a qualificadora da asfixia. Mas as demais não. Vamos condenar o Vagner por homicídio qualificado, por asfixia. Segundo ele, quando o pai de Vagner o procuro, pediu para que o filho pagasse pelo crime, mas de forma justa e é isso que ele enquanto advogado estava pedindo. Álvaro criticou a falha do réu não ter sido ouvido pela primeira vez na presença de um defensor, mas destacou que ele assumiu seu erro, confessou que matou.

a defesa afirmou que a ocultação de cadáver não se deu decorrente do estupro, uma vez que se não houve como comprovar o crime de estupro, para ele, não tem como admitir que Vagner ocultou o cadáver para esconder o estupro. Ainda sobre as afirmações dele ser dissimulado, disse: “foi um ato impensado dele e ele está disposto a pagar”.

Alvaro finalizou ressaltando: “Existiu o homicídio. Foi o Vagner. Não tem que absolver o réu. Mas ele não estuprou, Não tem provas para isso. Na pergunta: Vagner matou por asfixia? Matou! Mas quando pedirem: ele levou ela até a sala de forma dissimulada, a resposta é não! Eles sempre iam lá. Peço que façam a condenação do que está nos autos, fatos concretos. E deixando de lado a emoção”. Encerrou o advogado.


Fonte: Eder Luiz

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